Wabi-Sabi e Shibui: As Linhas Imperfeitas da Adequate & Co.

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Na semana passada encontrei um trabalho muito legal no Instagram. Um daqueles forasteiros escondidos que servem de inspiração para o mainstream. Foi passeando pelas recomendações e cheguei no perfil da Adequate & Co. e seu trabalho shibui e wabi-sabi.

Hisataka Tanaka é o homem por trás dessa marca de acessórios que sopra vida nova em tesouros têxteis. Ele faz tudo sempre utilizando detalhes manuais, que preservam técnicas e conhecimentos tradicionais. Durante todo o processo, a interação entre o material e o trabalho realmente feito à mão é bem pessoal. O resultado é simples, mas muito bonito.

Wabi-Sabi e Shubiu

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A característica mais bonita dos tecidos antigos é que podem ser reinventados para criar um item único através de reparos, modificações, reciclagem e reutilização. Dá para aproveitar muita coisa com história sem criar resíduos.

Os tecidos, geralmente carregam as marcas da vida, como o boro japonês. Cada manchas e rasgos são breves instantes, e o desgaste lento pertence ao tempo de quem interagiu com o material.

O legal é que os produtos de tecido, couro e outros materiais naturais mudam com a gente. Mesmo depois de velhos, continuam mudando. Eles são o que são, não disfarçam o uso, e tem uma essência imperfeita que o novo carece. No Japão, isso faz parte do conceito wabi-sabi, da beleza na naturalidade, nas rachaduras, nas marcas e nas linhas imperfeitas.

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As cores também chamaram muito a minha atenção. O verde oliva é meio surrado. Os tons de terra apagados, pelo sol e uso. O amarelo e o marrom,  enferrujados e gastos. O azul é da natureza, com combinação de tons desbotados, como de um velho jeans, visível para o olho atento.

Tem também a textura do fio e do couro. Rústico, do dia-a-dia, assim como os produtos. Normais, mas ao mesmo tempo fora do comum.

Quando a beleza atinge essa sutileza, os japoneses chamam de “shibui”. Não tem um equivalente fácil nas outras línguas, mas vai além da mera sutileza ou da elegância. É mais efeito do que atributo, e refere-se não um quadro ou a uma música, mas ao ato da apreciação em si, do efeito emocional causado justamente pelo equilíbrio de opostos.

Feito à Mão

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Gostei muito do trabalho do Sr. Hisataka Tanaka. É realmente artesanal e engloba justamente as importâncias que listei no texto sobre porque o feito à mão vale a pena.

Experimentalismo interminável, modificações na função das coisas e satisfação com a imperfeição. Muita história tangível escrita com fios! O resultado doantigo transformado em novo fica perdido no tempo, sabe?

Não é todo mundo que gosta, mas geralmente quando conecta com alguém, faz com força. Essa é a real riqueza escondida nos produtos feitos à mão: O belo do manual não é uma durabilidade mágica, mas sim as sucintas diferenças ímpares e as pequenas imperfeições artísticas que fogem do tangível.

Você pode conferir os produtos pelo site H-Adequate. São únicos, feitos com tecidos garimpados, e podem ser comprados pelo paypal através do e-mail info@mh-adequate.com. Ele também tem um blog muito bonito recheado de fotos.

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Lucas Azevedo
Escrito por Lucas Azevedo
Apaixonado por experiência do cliente, varejo e produtos. Criei o Só Queria Ter Um para compartilhar minhas experiências com botas, raw denim e vintage!