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Chapéu Fedora Masculino: Como usar e oncre comprar?

O chapéu fedora masculino apanhou muito nos últimos cem anos. Acessório obrigatório para um homem, o fedora e seus parentes (trilby, bowler, homburg, porkpie, etc) sumiram do guarda-roupa masculino na segunda metade do século 20.

Durante a maior parte da nossa história, o homem e o chapéu foram inseparáveis. O fedora é um dos modelos mais clássicos da chapelaria masculina moderna, e foi usado em diferentes níveis de formalidade. A partir dos anos 1950, seu uso foi diminuindo cada vez mais até virar um acessório excêntrico. Isso não é bom nem ruim, apenas um reflexo de mudanças nos costumes.

Mas porque é tão difícil usar chapéu fedora hoje em dia?

Bogart em Tesouro de Sierra Madre
Humphrey Bogart em O Tesouro de Sierra Madre

A formalidade das roupas masculina continua a diminuir e por isso cruzar com um homem vestindo terno e chapéu é extremamente raro. Se você já passou por homens assim, quantos eram mais velhos? Provavelmente a maioria. E se visse um homem mais novo vestido da mesma maneira, pareceria natural? Provavelmente não.

O motivo principal é óbvio. Uma pessoa de chapéu é algo raro e por isso as pessoas estranham. Mesmo alguém perfeitamente alinhado tende a atrair mais olhares duvidosos do que alguém de boné ou gorro masculino.

E, como é de se esperar, os mais jovens geralmente ainda não estão tão confortáveis ​​ou maduros em seu próprio estilo. Por isso, quando decidem vestir um acessório que tem baixa aceitação pelo público geral, qualquer deslize basta para os outros torcerem o nariz.

Então, como podemos combinar com sucesso esse estilo clássico e as sensibilidades estéticas modernas? Antes de falar um pouco sobre como você ainda pode usar fedora nos dias de hoje, eu tenho um favor para pedir. Se você tem recomendação de BOA loja física na sua cidade para comprar um BOM chapéu, deixe um comentário. O seu registro pode ajudar quem está procurando e divulgar um segmento com cada vez menos clienes.

Agora vamos lá: como usar fedora masculine nos dias de hoje? Vamos começar entendendo o que é um chapéu fedora para pensar em como melhor trazer o contexto do passado para os dias atuais.

O que é um chapéu fedora?

Chapeu masculino fedora clássico
Fred Astaire na década de 40 na esquerda. Na direita, um cidadão vestindo terno e fedora na década de 1920

O termo “fedora” surgiu pela primeira vez no início da década de 1890, quando foi relacionado a uma peça intitulada Fédora, na qual a famosa atriz Sarah Bernhardt usava um chapéu de feltro macio e vincado.

Fedora não é um tipo específico de chapéu; é um conjunto básico de características que dão origem a centenas de variações do estilo, desde os chapéus de gângster com abas largas da década de 1920 até os mais estreitos e modernos, preferidos pelo cantor Frank Sinatra nos anos 50 e 60.

Fotos de fedora na década de 1920
Fotos da década de 1920 mostram diferentes tipos de fedora

Um fedora é:

  • Qualquer chapéu de feltro macio – costumava ser feito de feltro de pele, apesar de hoje existirem opções em feltros de tecidos.
  • Com copa vincada de aproximadamente 10 cm a 15 cm de altura.
  • Aba é macia e maleável, com 5 cm a 10 cm de largura, podendo ser ajustada para cima ou para baixo.
  • Ele é “aprofundado” na copa, como se alguém tivesse dado um beliscão nele.
  • Uma das marcas registradas desse chapéu é que ele pode ser moldado, vincado, dimensionado e dobrado em infinitas combinações, com base na preferência do usuário.

Como o chapéu fedora era usado antigamente?

Príncipe de Gales de fedora em 1925 e Winston Churchil de cartola em 1925
Príncipe de Gales de fedora em 1925 e Winston Churchil de cartola em 1925. Chapéus diferentes para ocasiões diferentes.

Quando o uso de chapéus era obrigatório, códigos de vestimenta ditavam regras para cada situação social, havendo chapéus apropriados para cada momento. A coleção completa de um cavalheiro respeitável incluía uma cartola, um chapéu-coco, um Homburg, Lord’s Hat e boinas, além de um chapéu de feltro macio.

Até então, os chapéus de feltro macios eram usados ​​principalmente por homens de classe baixa e média, que possuíam apenas um chapéu multiuso. Logo após a virada do século, o fedora passou a ser considerado um chapéu country. Quando a moda era dividida “cidade” e “campo”, ele estava para os chapéus assim como o paletó de tweed estava para o terno azul marinho, mais informal por natureza.

O Homburg era o chapéu formal de escolha das classes altas (o chapéu do Winston Churchill na época da segunda-guerra), mas em 1924, o Príncipe de Gales foi visto usando um fedora. Como sempre, o príncipe teve uma tremenda influência sobre o estilo da época, e popularizou o chapéu no mainstream.

Outros fatores que contribuíram com a popularidade do modelo nas próximas quatro décadas foram a escassez de goma-laca para chapéus rígidos durante a guerra e a mudança da moda na década de 1920, que tomou uma direção mais casual.

Se você é fã de filmes antigos, pode reparar como os longas que se passam nessa época colocam o homem trabalhador sempre de fedora, enquanto o poder aristocrata é representado por outro tipo de chapéu e trajes mais formais:

As características flexíveis do Fedora permitem várias combinações de formas, coroas, cores, bordas, materiais e detalhes. Devido às variações quase infinitas, os anúncios raramente chamam o chapéu de “fedora”.

É mais comum ver algum nome único, criado pelo fabricante do chapéu. Um bom exemplo disso é que em 1940, mais de 2 milhões de homens compraram um chapéu “Playboy” da Stetson, que é um fedora. Inclusive, o próprio chapéu Panamá tem características muito parecidas e sua única diferença é ser feito de palha.

Anúncio da Stetson
Anúncio da Stetson com sua linha Playboy (cheia de variações de fedoras)

A partir da década de 1920, o chapéu fedora se tornou um ícone da moda para bandidos como Al Capone e personagens de Hollywood “durões” como os de Humphrey Bogart. Apenas a classe alta e os homens aristocráticos mantinham lealdade ao antigo sistema de um chapéu diferente para cada ocasião; para o homem comum, o fedora era um pau para toda obra usado tanto em ocasiões formais quanto informais.

A popularidade do estilo atingiu o ápice nos anos 40 e começou a diminuir nos anos 50 e 60. A indústria chapeleira sofreu um golpe fatal do qual nunca se recuperaria, quando JFK, o novo presidente eleito dos Estados Unidos, fez seu juramento sem chapéu na cabeça. As fedora de abas curtas e trilbys (um chapéu com uma aba muito curta) foram o último suspiro antes de o chapéu ceder espaço aos cabelos longos dos anos 70.

O chapéu do “gentleman?”

O chapéu fedora renasceu na década de 1980, ograças ao aventureiro-arqueólogo Indiana Jones. A trilogia se passa na década de 1930, e o personagem foi escrito como uma homenagem aos heróis de ação daquela época. Fazia total sentido ele vestir um chapéu marrom. Na mesma década, o chapéu foi reinterpretado como um acessório completamente moderno pelo rei do pop, Michael Jackson.

Apesar das origens informais, o chapéu hoje continua sendo associado a cavalheiros elegantes e estilos formais. Quando os jovens dos anos 90 e 2000 sentiam a necessidade de se vestir melhor, mas não sabiam como, eles encontraram a fedora como uma alternativa “elegante”.

Um pouco nessa onda, este tipo de chapéu também virou sinônimo de afetação extrema graças aos hipsters que gostavam de vestir ele apoiado na nuca com a franja para fora, e também o “gentleman” moderno de bigode encerado e gravata borboleta.

Depois do chapéu fedora passar pela cabeça das pessoas tentando parecer com Indiana Jones, bartenders de colete e suspensórios e dos Backstreet Boys, fica difícil imaginar o fedora recuperando seu status de estilo na consciência coletiva.

Mas é possível! Vamos conferir juntos algumas sugestões.

Como usar chapéu fedora?

William Powell e Gary Cooper. Apesar de ambos estarem elegantes, eu acredito que o fedora funciona melhor nos dias modernos quando nos aproximamos da foto na direita

Estar confortável vestindo um acessório incomum como o chapéu masculino pode ser uma tarefa difícil. Você precisa de muita confiança para usar algo visualmente chamativo, e que ainda por cima passa uma mensagem duvidosa para a maioria das pessoas. É preciso ter casca grossa para carregar o visual nas costas.

Deixando de lado o que os outros vão pensar, eu tenho algumas preferências estéticas para usar o chapéu fedora. Seguindo a proposta original do chapéu, de ser um pau para toda obra, é possível usar de duas formas: uma mais formal e outra mais casual.

Como usar fedora com um estilo mais formal

Chapéus masculinos são muito, muito, muito difíceis de usar com naturalidade nos estilos mais formais. A época de ternos com fedora e sobretudos passou, e resgata-la com sucesso exige muito esforço e alinhamento de expectativa.

O primeiro ponto é que as convenções atuais no mundo de negócios e ambientes profissionais não incluem um chapéu. Se você aparecer para uma reunião de negócios vestido como um industrialista dos anos 40, vai atrair olhares desconfiados.

Na minha opinião, vestir um chapéu em um ambiente de negócios tradicional e ser levado a sério é praticamente impossível. Se for uma festa, pode ser… principalmente se você for de um meio liberal.

Caso você tenha flexibilidade e queira mesmo combinar um fedora com alfaiataria clássica no dia-a-dia, preste muita atenção no resto da sua roupa, pois o chapéu atrairá mais atenção ao seu estilo.

Separei umas fotos que eu gosto. Em todos esses, a pessoa tira a alfaiataria do contexto que hoje é considerado “comum” e trata o terno como se fosse uma roupa para o dia-a-dia, assim como em dias passados.

Foto por Ethan Wong.
bryceland chapeu fedora
Fotos Bryceland

Na primeira foto acima, Cody da Welema Hats, tem vários detalhes old school em sua roupa, desde as pontas da gola até a boca da calça. Isso faz com que a escolha do chapéu pareça mais intencional e não como alguém que não sabe o que está fazendo e achou que seria legal sair de casa com um chapéu.

Você também pode aproveitar cortes bem casual de alfaiataria e complementar com acessórios mais despojados, ou até mesmo combinar com outras roupas clássicas de cortes tradicionais. Na foto das duas pessoas acima, os sócios da Bryceland trocam a camisa social por uma blusa polo, o cinto tem uma fivela interessante. Na direita, o paletó é substituido por uma chore jacket.

Como usar chapéu fedora com estilos casuais

Fotos Whaleysworld

O espectro casual da moda masculina é um pouco mais tolerante.

Ultimamente eu tenho visto esse tipo de chapéu sendo muito bem usados ​ com roupas estilo workwear, que envolve peças que provavelmente já fazem parte do guarda-roupa da maioria dos caras. É a maneira mais segura de abordar o visual de uma jeito casual.

Pessoalmente, gosto dos fedoras e trilbies mais desestruturados, que combinam bem com um guarda-roupa mais robusto e rústico. Eles podem ser esmagados, enrolados em um bolso e abusados com desapego, o que – como muitas outras coisas que eu gosto – faz com que fiquem melhores com o tempo.

Você consegue diminuir a afetação da escolha quando o seu chapéu não estiá impecável. Ele precisa estar acostumado com a sua cabeça ter ido a lugares com você. Eu acho que isso mostra que você está a vontade e acostumado a usar. Um bom exemplo é o viajado chapéu Borsalino do Victor Collor que ele usa de forma descomplicada.

Fotos Victor Collor
Fotos Max Poglia

Também ajuda mostrar um pouco de idade e personalidade no rosto, e é por isso que homens mais velhos ou com certos estilos de barba tendem a ficar bem com chapéus. Quantos anos é idade suficiente? É difícil dizer, mas se você tem rosto de bebê ou barba muito falha, um bom óculos pode ajudar a ancorar o visual. Um bom exemplo na vida real é o Dennyspirit no Instagram. Ele usa bastante os chapéus Stetson de forma totalmente orgânica, acompanhados de uma invejável coleção RRL.

Olha só algumas combinações dele e de outras pessoas:

Fotos Dennyspirit

As bem macias, que você pode enrolar, também ficam legal com coupas casuais menos agressivas do que as acima. Algo mais sofisticado, suave ao invés de rústico como o workwear.

Onde comprar um chapéu fedora masculino

Escolha um fedora de feltro natural. Prefira materiais como lã ou pele, eles vão manter a forma por mais tempo, envelhecer melhor e ser mais confortáveis do que materiais sintéticos. Os melhores são os de pele, começando com a lebre e indo até a de castor (em diferentes misturas e composições normalmente demonstradas por pontuações.

Se você quiser bons chapéus, busque sempre empresas especializadas na produção de chapéus, não as que apenas importam chapéus produzidos em massa. E lembre-se, compre um chapéu de tamanho numerado, não um chapéu S-M-L. O dimensionamento é a marca registrada de um chapeleiro sério, e a amplitude de numerações vai garantir um chapéu que encaixa melhor na sua cabeça

Escolha uma cor clássica. Evite cores brilhantes, e preto ou branco. Prefira cinza, marinho ou tons de marrom. Se você quiser um pouco de cor, troque a faixa por uma listrada ou colorida, e quem sabe acrescente uma pequena pena.

Eu recomendo começar com uma fedora mais barata para se adaptar. De preferência, visite uma loja física mas abaixo eu vou listar algumas lojas Brasileiras onde você pode comprar um chapéu online. Dica: Aproveite as políticas de troca para pedir vários chapéus, experimentar em casa, e devolver os que não gostou:

Chapéus no Brasil

Encontrei alguns bem acessíveis na Amazon:

  • Marcatto Chapéu. Uma boa loja brasileira. Você pode começar com um chapéu de tecido, e se gostar comprar um de pele de lebre. A Marcatto vende chapéus Stetson de pele, eu gosto muito desse aqui, e recomendo você arrancar a logo marca na lateral com cuidado.
  • Zé do Chapéu. São chapéus baratinhos, de qualidade inferior. Perfeito para você começar e sentir se vai conseguir se adaptar. Tem vários modelos disponíveis como este, este, este, este, este ou este
  • Chapelaria Vintage. Outra opção com chapéus acessíveis e estilo mais vintage.
  • Pralana é uma marca bastante tradicional. Lembra o modelo da Stetson, com diferentes níveis de qualidade. Um excelente chapéu brasileiro.
  • Outra marca (lenda) brasileira é a Ramenzoni. A fábrica fechou então você tem que procurar por aí… aqui em BH eu já vi alguns enterrados na Casa Cabana… digita no Google para ver o que aparece porque não tem loja oficial. No Mercado Livre tem alguns!

Chapéus Masculinos Premium

Depois que você estiver mais confiante, pode até procurar chapéus vintage excelentes no eBay ou Etsy por preços bem amigáveis, especialmente se você tem uma cabeça menor. Vintage é uma ótima maneira de comprar um excelente chapéu feito com um material mais sofisticado e também para encontrar detalhes incomuns hoje em dia.

Não se preocupe com higiene, a faixa interna pode ser facilmente substituída ou restaurada, assim como o forro. Os chapéus mais antigos geralmente têm uma qualidade muito melhor.

Além das boas marcas brasileiras citadas, se você for realmente um entusiasta, pode ir direto a chapelarias tradicionais como:

Ah, caso você não queira algo tão vintage, tem algumas marcas contemporâneas legais, como a Stoffa (que faz um chapéu desestruturado muito bonito), Larose ParisAlbertus Swanepoel. Não estão no mesmo nível de marcas acima (e por não ter fábricas, o preço teoricamente é mais caro em relação ao custo de produção), mas também são bons chapéus.

Essas são as minhas dicas de como usar um fedora masculino e onde comprar um bom chapéu masculino em diferentes faixas de preço.

Se você está no período de descoberta do seu estilo, onde o tipo de pergunta que você faz é “qual cor de sapato combina com esse terno”, eu não recomendo comprar um chapéu agora. A ideia pode parecer boa, mas é o tipo de coisa com potencial de transformar uma roupa mediana que passa desapercebida em um desastre.

Mas se você estiver no processo de explorar e desenvolver um estilo pessoal mais expressivo, um bom chapéu masculino pode realmente dar uma ótima aparência. Um produto para a vida toda, pode custar algumas centenas de reais, então eu recomendo começar pequeno para se acostumar e encontrar aquele chapéu que te define.

Se curtiu, deixa seu comentário. Se tem alguma outra recomendação de loja no Brasil, principalmente uma loja física na sua cidade, deixe um comentário também. Você pode estar ajudando alguém que mora perto.

Grande abraço!

19 comentários em “Chapéu Fedora Masculino: Como usar e oncre comprar?”

  1. Indico a chapelaria paissandu no centro de São Paulo, tem uma variedade enorme de chapéus e boinas com preços variados!

  2. Guilherme Bessa

    Excepcional o post,Lucas. Muito obrigado!!
    Pro pessoal do RJ interessado, aqui temos a Chapelaria Alberto. Rua Buenos Aires, 73. Centro.

  3. Meus parabéns pelo texto excelente, mas senti falta de inspirações mais próximas do nosso clima tropical como na última foto, se você reparar a maior parte usa roupas mais quentes (jaquetas, casacos, etc). Acaba que uma das maiores funções do chapéu, proteger do sol fica meio perdida. Da uma luz ai para gente que não tem clima frio Kkk
    Eu as vezes uso chapéu, mas minha sorte é que minhas camisetas e camisas não tem estampas e acabo usando mais bota (chelsea e iron ranger) e calça, ficando mais próximo do faroeste, sertanejo que do hispter. Mas tenho que admitir que tem que ter personalidade, para mim foi como usá-lo anéis, sempre tinha volta mas faltava cacife Kkkk

    1. Oi Luis, joia?

      O Fedora é um chapéu mais quente. As pessoas usam mais nos meses frios e por isso a maior parte das fotos que salvei tem pelo menos uma jaqueta leve.

      Eu também uso mais no inverno. Para o calor, acho que é melhor um Panamá ou uma boina de linho que tenho.

      Quando uso no calor é como na primeira foto do Bogart, com camisa de botão, ou como o Victor e o Max (camiseta). Aí seriam só dois exemplos de foto no texto, hehe: camiseta + calça, ou camisa + calça. Fico sem caminho!

      Aquele abs!

      1. Entendi o Panamá é interessante, mas tem uma cara de praia Kkk Palo menos para mim parece estranho usar em outras ocasiões.

      2. Olá!!! Poderia dar mais indicações de chapéus para o calorão, por favor?! O verão chega a quase 50 graus e o meu inverno é muito curto.
        Li o seu texto sobre boinas também, adorei! Mas realmente gostaria de saber de tecidos de boinas e desses maravilhosos chapéus para dias quentes, que não aqueçam a cabeça e ainda protejam do sol! Além do “Panamá”, o que mais?!
        Obrigado desde já!!!

        1. Olá, Gianricca. Tudo bem? Eu escrevi um texto sobre o chapéu Panamá que você citou (aqui o link). Eu gosto muito dele, ou outras variações com o mesmo material, para o verão. Você também pode usar boinas feitas em algodão ou até mesmo linho. A Line Boinas (procura no Instagram) fabrica sob encomenda e já vi algumas nesse material. Abs!

  4. Lucas, li certa vez em algum lugar que o grande responsável pela queda do uso de chapéus masculinos teria nome e sobrenome: John F. Kennedy. Ele foi o primeiro presidente americano que passou a ser visto em público sem chapéu. Sua imagem jovial e importância mundial acabou por tornar o chapéu um acessório visto como antiquado.

  5. Aqui no Rio Grande do Sul, o chapéu talvez não seja tão incomum quanto na maioria do país por 1) fazer parte da indumentária Tradicionalista, tanto Nativista quanto Colonial, 2) pelo clima de extremos e 3) por influência do Uruguai e da Argentina, mas também não é algo que todo mundo usa.

    Aqui na minha cidade, Canela, não há uma loja exclusiva (que eu conheça), mas algumas lojas tem setores de chapelaria bem interessantes…

    Eu recomendaria a Recanto Gaúcho – http://gauchorecanto.blogspot.com/?m=1 -, que além dos chapéus “gaúchos” tem uma variedade de outros tipos, com destaque para os Fedora.

    Até eu, que não uso chapéu, quase comprei uma edição especial ‘Indiana Jones’ do fabricante original, a mineira (sim!) Chapéus Cury, na última vez que passei por lá (pesquisando botas).

  6. Indico tb a Casa Cabana aqui em Belo Horizonte Lucas! Já comprei um Pork Pie e 2 boinas com eles.
    Atendimento muito bom e muitas opções de chapéus

  7. Ótima matéria, principalmente para quem está começando ou tentando a usar chapéus, que é o meu caso…
    Já estou até “causando” em algimas casas noturnas, que proíbem a entrada de clientes com chapéus, colocando-os nas mesmas características de bonés…???
    Estou curtindo bastante essa nova experiência, mas ainda tenho dúvidas de como usar em ambientes fechados, à noite e coisas do tipo…
    Pretendo usá-los nas baladas que frequento (a maioria com público maduro) e gostaria que comentasse algo à respeito…
    Abraços, obrigado e parabéns pela matéria…??????

  8. PEDRO SILVEIRA DO

    A chapéus cury, fabricante original do chapéu utilizado pela Indiana Jones, está operando. Aparentemente a fábrica que era localizada em Campinas/SP está funcionando em Botucatu/SP.

    Comprei um por meio do Maria Chapéu e achei o produto bem legal.

    1. Fala, Pedro. Tranquilo?

      Eu já escutei essa história várias vezes, mas nunca tinha achado uma fonte confiável. No documentário sobre a produção de Os Caçadores da Arca Perdida que acompanha o DVD Box eles explicam que a Fedora do Indy é o modelo “Poet” da Hebert Johnson, fabricado na Inglaterra, sem nenhuma menção sobre o Brasil.

      Dei mais uma pesquisada, e pelo que entendi as peles foram enviadas pela Cury, que fez parte do processo a pedido da fábrica inglesa, que entrou com o design e acabamento. Aqui o link, de um site 100% dedicado aos equipamentos do Indy!

      Muito legal ver o Brasil nessa história, e triste saber que das três grandes fábricas de chapéu brasileiras, apenas a Cury sobrevive a uma fração do que era.

      Abs!

  9. Fábio Venhorst

    Na verdade, na foto de “It’s A Wonderfull Life (1946)”, Lionel Barrymore está usando um “Cambridge bowler”. O camarada de camisa polo e fedora ao lado de Powell é Gary Cooper e não Gable.

  10. Parabéns pelo texto, Lucas. Eu uso e coleciono chapéus. Há dois anos mais ou menos encontrei uma loja vendendo um estoque velho de chapéus, todos de marca, incluindo alguns Ramenzoni, com um preço bem abaixo do mercado. Comprei uns quatro chapéus.

  11. Panama hat mall. Uma enormidade de opções. Tinha preços bons, mas hoje tá meio puxado devido o dólar – são originais importados do Equador.

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