Vintage Western Belts: Cintos de caubói direto do velho oeste!

Powered by Rock Convert

Um bom cinto, além de manter as calças onde devem estar, dá um toque de estilo a mais no visual. Uns dos meus favoritos são os antigos cintos de cowboy, também chamados de vintage western belts ou studded belts. São incríveis e divertidos, especialmente quando feitos em couros trabalhados com pedrarias.

Os derivados destes cintos foram e são usados ​​por várias subculturas legais, como punks, bikers, rockers e rockabilly. Tanto o material forte, quando os designs criativos e a vibração das pessoas que usam, são muito legais. Eu acho muito sensacional a contraposição da funcionalidade do cinto e o enfeitamento intencional, ainda mais quando está acompanhado de outras roupas utilitárias.

Catálogo da Sears de 1927

Sou suspeito para falar, porque o esplendor do faroeste americano nos filmes de bang bang me encanta (mesmo sabendo que essas versões romantizadas ignoram certos problemas).

A figura do caubói é fascinante para muitos, mas está enraizada sobretudo no coletivo cultural norte-americano. O período que conhecemos como “velho oeste”, representou a liberdade e um novo começo. Esse mito do cowboy em busca da fronteira inspirou um incontável número de histórias.

O traje de um caubói do final do século XIX ou início do século XX era simples e funcional. Chapéus com abas largas para defender o rosto do Sol. Calças resistentes em tecidos como gabardine, lona e denim. Botas de cano alto protegiam os pés, com saltos que encaixavam-se perfeitamente aos estribos. As camisas,de cava alta davam mobilidade, e suas caudas longas as mantinham dentro da calça. Os sobretudos dusters e as perneiras de couro, eram proteções usadas por cima das roupas. O cinto com um coldre deixava a arma sempre ao alcance das mãos.

O cinto para segurar as calças não esteve tão presente antes década de 1920. Até então, quem fazia esse papel era o suspensório. Porém, com as mudanças na moda e nos hábitos, os cintos foram lentamente tomando esse lugar. Os caubóis mudaram, em parte, porque a funcionalidade do suspensório era prejudicada por certos movimentos. Outro motivo é porque um cinto poderia exibir uma fivela, o que poderia significar uma vitória no rodeio.

O rodeio se tornou um grande interesse mais ou menos no começo da década de 1930, e o entretenimento teve seu impacto no visual dos caubóis. Tanto homens como mulheres eram estrelas em suas montarias agressivas e disputas de tiro rápido, vestindo trajes com franjas, camisas alegres, chapéus brilhantes e cintos de couro decorados com jóias, rebites e fivelas de metal.

A tradição de de colocar rebites e jóias em cintos de couro parece ter passado dos vaqueiros Mexicanos para o caubói americano. O design dos conchos também foi influenciado pelos povos nativos norteamericanos, como mostram catálogos antigos:

Cinto de caubói vintage da Sears de 1936
Catálgo Sears de 1936

O cinema foi o próximo passo na evolução do visual cowboy. Hollywood surgiu não em meio ao rebuliço da cidade grande, mas no tranquilo deserto do sul da Califórnia, cercado por colinas e fazendas de gado.

O visual chamativos do rodeio serviu de inspiração para os filmes de bang bang das décadas de 1930 e 1940. As cores eram brilhantes e vistosas. Jaquetas e calças de couro tinham franjas, lantejoulas, bordados e miçangas.

]Photo by Kobal/Shutterstock (5868314c) Bing Crosby Bing Crosby (c1936) Portrait

A influência dos filmes fez da décadas de 1930 a 1950 a era de ouro das roupas de estilo western como moda casual. Os turistas chegando do leste dos Estados Unidos queriam experimentar a vida nas fronteiras e surgiram os Dude Ranchs (um rancho hotel). Os visitantes compram roupas de caubói para levar de volta o estilo do velho oeste.

E junto, os cintos, que permaneceram também entre os acessórios da classe trabalhadora a medida que a mão de obra se transformava.

Em paralelo às mudanças na moda ocidental, vieram as motocicletas – o cavalo de ferro. Elas foram um grande negócio durante os anos do pós-guerra, com um grande número de ex-militares desejando uma onda de adrenalina.

Como quem anda de moto também tem espírito de aventura, não demorou para que primeiros motociclistas se inspirarem no velho oeste. Eles trouxeram para suas motos e estilo de se vestir muitas das coisas que seus heróis do passado usavam. Botas de couro, jaquetas com franjas, lenço no pescoço, calça jeans e cintos com fivelas decorativas.

Quanto a intensificar o visual com decorações personalizadas, isso era uma coisa diferente. Acredito que tinham muito a ver com o espírito de customização e construção de uma identidade diferenciada para o grupo, por exemplo.

Outra possibilidade pode ser que rebites protegiam couros caros de arranhões e abrasão na estrada. E quando um carro de 1.500 kg vinha correndo em uma estrada solitária, não fazia mal ter pontos brilhante no cinto e na jaqueta de couro preta!

De qualquer maneira, esses rebites, strass e imitação de pedras preciosas eram, assim como para o cowboy, uma forma de expressar a identidade individual. Várias subculturas relacionadas ao motociclismo e hot rod, como Bikers, Rockets, o estilo Rockabilly, entre outros, continuaram com a prática de personalizar roupas e acessórios com metais e pedras.

Um belo cinto por si só nunca faz um look, mas podem fazer a diferença. Mais do que isso, é um acessório interessante para expressar o seu estilo pessoal. Com a blusa para dentro, diferencia a combinação. Com a blusa para fora ou jaqueta, fica escondido mas da as caras de vez em quando, para os olhos mais atentos.

Esses cintos cravejados são bem casuais e costumam ser espessos para aguentar a escultura e as decorações. Ficam ótimos com workwear. Você pode usar com jeans, jaquetas de couro, uniformes ou calças de trabalho pesadas.

É super legal colocar um cinto tão resistente quanto seus jeans ou botas, e é ótimo ver como o couro mais espesso adquire uma pátina natural ao longo do tempo!

Comprar

Cintos de couro vintage, do tipo espesso que você usa com jeans, são excelentes de garimpar. Uma das coisas boas de comprar em segunda mão é que você pode conseguir coisas com um pouco mais de personalidade. Com couro bom, você geralmente obtém algo que envelheceu muito bem.

Hoje em dia os originais com pedraria são raros de achar. Você ainda encontra em boas lojas de produtos usados ​​ou mercados de pulgas, mas não é o caso no Brasil. Estando aqui, a opção é vasculhar o Etsy e o eBay para encontrar os decorados com pedraria. Os que são apenas esculpidos, ou uma fivela avulsa, são mais baratos e relativamente tranquilos de encontrar até mesmo no Brasil em lojas country.

Couro vintage pode ser de qualidade variável – devido ao couro em si ou à maneira como o item foi tratado ao longo dos anos. Sem poder segurar o cinto e sem o nome de uma marca, pode ser difícil determinar a qualidade. Ainda assim, alguns deles são bastante acessíveis então vale a pena dar uma olhada!

Comprar um novo que reproduz a estética dos vintage western belts também é uma boa. Existem várias marcas que se inspiram em designs antigos. A RRL sempre têm cintos tratados para parecer que são de meados do século. Eles não têm a pátina de um autêntico cinto vintage carrega, mas ainda são bonitos. Marcas vendidas em lojas especializadas como a Self Edge também criam as suas versões.

Existem produtores menores especializados em reproduções artesanais de designs vintage. Entre eles, eu recomendo Ace Western Belts se você quer algo extremamente meticuloso. Warpath Leather Belts e VEB Leather também são muito boas. O meu cinto, eu comprei com Samuel Brave. especializadas em No Brasil, as seguintes marcas trabalham com esses produtos de forma artesanal: Dusty and Rebel e Araucaria Handmade.

Isso é tudo! Boa sorte na caçada e não tenha medo de mandar uma fivela diferenciada e uns cintos malucos!


engineer boot goodyear weltedPowered by Rock Convert

1 thought on “Vintage Western Belts: Cintos de caubói direto do velho oeste!”

  1. Avatar
    TIAGO RIBAS

    Obrigado por lembrar da Araucária Handmade, vamos marcar e fazer aquela parceria

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *