Como é Feito Um Sapato: Conheça os Diferentes Tipos de Construção

 

Consumidores mais informados e marcas mais transparentes. Vendedores e veículos de informação conscientes dos custo e valores, repassando benefícios com explicações melhores do que “é tendência” ou “produto com qualidade top”. Informação gera interesse, que gera demanda por algo melhor. Valorizar o que é bem feito e elevar o nível dos produtos feitos no Brasil. A gente pode não comprar, mas é ótimo ter com o que comparar na hora de passar o cartão. Por isso eu acho legal saber… como é feita a sua bota? Sabe porque um sapato é melhor do que o outro? Um dos fatores mais importantes é a construção, e é sobre isto que vou falar.

A Construção é a Espinha Dorsal da Qualidade do Sapato

construcao goodyear weltedA regra geral para botas e sapatos masculinos é: você paga por aquilo que ele vale. O sapato protege os nossos pés, faz o nosso contato com o solo; e a não ser que você caia de boca, é a primeira coisa a conectar com novos territórios e anunciar a sua chegada. Ao contrário dos calçados femininos, é relação entre preço e qualidade dos sapatos masculinos é bem mais próxima.

Verdade… existem aquelas marcas chiques que são mais nome, mas nas sapatarias o preço quase sempre reflete a qualidade. O primeiro fator que influencia na nossa visão de qualidade é a estética. Ela é importantíssima, mas subjetiva. Apresentação? Embalagem? São aqueles atributos que nos chamam atenção, abrem portas para um possível romance, ou nos colocam perto de uma mala sem alça. Impressionam quando olhamos… depois de tomar uma ou duas… mas sem conteúdo (ou pelo menos um excelente design de produto), não conseguem sustentar mais do que uma noitada.

Algo m pouco mais objetivo: o nível de um calçado depende de como o visual se adequa ao propósito, de cada pequeno componente utilizado na montagem, e de outro fator muito importante, mas pouco conhecido: a construção. A construção pega o cabedal do sapato (parte superior, que cobre o pé), e fecha ele com a sola, unindo os dois. No fim da jornada, aquele logo vintage na bonita não nos salva de uma bota sem uma boa construção.

Os sapatos e botas clássicos feitos em fábricas podem ser divididos em três construções mais populares, em ordem de complexidade e durabilidade: a apenas colada, a blaqueada, e a goodyear welted. Neste post vou explicar o que aprendi sobre cada uma, em comparação com a que considero a melhor entre elas.

O que é “Welt”?

Welt” é a palavra inglês para “vira”, que é uma tira de couro (as melhores) costurada à parte superior da sola e à palmilha de montagem. Quando um sapato é “welted”, ele é construido usando a vira como ponto de fixação para o solado. Aqui no Brasil isso se chama palmilhado.

Um dos jeitos de fabricar calçados palmilhados utilizando uma máquina se chama “Goodyear Welted”, por utilizar a “goodyear welting machine”. O nome vem de Charles Goodyear Jr., o inventor da primeira máquina que possibilitou automatizar a produção de sapatos palmilhados. Hoje, esta é considerada uma das maneiras mais nobre da fabricação, produzindo um sapato robusto e resistênte.

Duas "welts" (viras). A da esquerda tem cor diferente da sola, e a da direita tem a mesma cor da sola.

Duas “welts” (viras). A da esquerda tem cor diferente da sola, e a da direita tem a mesma cor da sola.

 

Como é feito o sapato com construção Goodyear Welted?

construcao goodyear welted 2

Utilizando a imagem acima como referência, a construção Goodyear é feita basicamente da seguinte maneira:

– Primeiro, uma máquina faz o trajeto (normalmente de 270º) costurando a vira (welt) ao cabedal (upper+lining) e palmilha de montagem (insole).

– O espaço criado, pela necessidade da inclusão de um ponto de apoio para a máquina, é preenchido com cortiça (“cork filling” – que se molda ao pé com o tempo). Normalmente, bem onde ficaria o meio do pé, fica um pedaço de aço (ou outro material) chamado “alma” que serve para para suporte.

– Em seguida, a sola e a entressola são coladas ao cabedal (mid-sole + outsole) e costuradas à vira por uma segunda máquina.

– Essa segunda costura pode ficar aparente do lado de fora da sola, o mais normal, ou pode ficar escondida. Para isso, ela precisa ser feita por debaixo de corte na sola, que depois é fechado. Este é um processo extra que requer um pouco mais de trabalho.

O resultado é um sapato equilibrado, robusto, feito para durar, e extremamente confortável.

Abaixo, um vídeo explicativo com as duas operações:

Qual a vantagem de um sapato Goodyear Welted?

Estas máquinas que foram inventada em 1872 permitem a fabricação de sapatos seguindo basicamente o mesmo princípio da fabricação manual de calçados nobres. No entanto, quando o sapato é feito à mão, o sapato é moldado manualmente e todas as costuras que fixam a sola são feitas pelas linhas e agulhas dos artesão. Os melhores sapatos “goodyear welted” são tão resistentes quanto os com “welt” feita à mão, e muito mais resistentes do que calçados manuais sem costura ou apenas blaqueados (explicarei mais a seguir).

O “goodyear welting” também simplifica muito a troca da sola caso ela se desgaste. Primeiro, quando um bom sapato usa camadas de couro na sola e no salto, ao invés de blocos de recouro ou outro material, o sapateiro pode simplesmente remover a camada desgastada e substituí-la sem precisar refazer todo o componente. No caso da sola, basta descosturar a sola da vira, colocar uma nova, e costurá-la novamente. O bom sapateiro consegue até mesmo usar a máquina para passar a linha pelos mesmos pontos da vira. Tudo sem precisar abrir o sapato…

Reparem novamente no desenho que o cabedal e a estrutura do sapato ficam intactos porque não estão diretamente conectados à sola. Assim, o sapato não sofre nenhuma mudança na estrutura e fica como novo. Mas atenção, no Brasil não é fácil trocar uma sola de um sapato feito desta maneira pois quase nenhum sapateiro tem o maquinário ou conhecimento necessário.

Neste vídeo o sapateiro mostra o passo a passo da troca de sola de um sapato goodyear welted:

Outra coisa: O fato de não haver nenhuma costura que vai do chão até a parte interna do sapato (reparem novamente no diagrama que nem a primeira e nem a segunda a costura perfuram a parte interior) também deixa a bota ou sapato relativamente impermeável, já que a água do solo não tem por onde entrar. Um sapato blaqueado, por exemplo, tem uma costura que abre um canal que vai da sola até a palmilha, por onde a água pode passar. A seguir, um pouco sobre sapatos blaqueados.

O que é um sapato Blaqueado?

Existem outras maneiras de se construir um sapato, mas a seguir vou falar um pouco da construção adesiva e blaqueada, mais comuns em sapatos e botas tradicionais e os principais métodos utlizados nos sapatos feitos no Brasil.

A construção adesiva é simples. Ela une a sola ao cabedal só com cola e muitas vezes é sinônimo de sapatos não duráveis, com pouco suporte e estrutura fraca. Quando a fábrica economiza em um aspecto, ela geralmente economiza  nos outros. Ou seja, se decidiu economizar na construção, então provavelmente também economizou nos componentes. Não quer dizer que a sola vai soltar, pois existem colas muito fortes e confiáveis, mas a durabilidade não se compara. Existem vantagens, porque custo é menor… Por mais que a gente queira o melhor, precisamos adequar o consumo ao nosso bolso. Ah, alguns produtos também precisam ser feitos sem costura por questões tecnológicas e de propósito, como as botas de aventuras.

O blaqueamento é outro método super popular no mundo todo e envolve uma costura na sola. Essa construção é feita por uma máquina inventada um pouco antes da Goodyear Machine, pelo também americano Lyman Reed Blake. Ela é considerada a primeira máquina a automatizar a produção de sapatos. Até então, todos os sapatos eram feitos manualmente, quase sempre sob medida. Essa mudança ocorreu por volta de 1850.

sapatos da richard e outras porcarias

Sapatos blaqueados. No sentido horário: Sapato Craft, bota Richards e sapato Richards.

Como é feito um sapato blaqueado?

O blaqueamento consiste em uma única costura que vai desde o lado de fora da sola até dentro do sapato, perfurando todas as camadas até chegar na palmilha de montagem. Assim como a Goodyear, a costura pode ficar aparente na sola ou escondida se for feita por debaixo de um canal. O diagrâma abaixo ilustra a técnica:

Diagrama da construção Blaqueada ou Blake Stitched

A costura entra direto pela sola. Há menos material entre o pé e o chão.

O sapato blaqueado é menos resistente e durável do que um sapato goodyear, mas tem lá as suas vantagens. Como tem menos componentes, ele é mais leve e mais flexível, demorando menos tempo para ser amaciado. Por não ter a vira, ele pode ter a sola cortada bem mais fina e próxima ao sapato na lateral (apesar sapateiros mestres também serem capazes de cortar a vira bem próxima ao cabedal em um sapato goodyear ou palmilhado). Acima de tudo eles são mais baratos de se produzir, já que usam menos material e passam por menos etapas na linha de fabricação.

Dois sapatos "goodyear welted". O sapato tem a vira e sola cortadas bem próximas ao cabedal, que fica praticamente sobreposto. A bota tem uma vira em "L" bem maior.

Comparação da vira em dois calçados “goodyear welted”. O sapato na direita tem a vira cortada bem rente ao cabedal, que fica praticamente sobreposto ao solado. A bota na esquerda, mais rústica, tem uma vira bem maior. O blaqueamento permite um corte ainda mais rente.

A sola de um sapato blaqueado também pode ser trocada, mas existe o risco dele sair do formato já que toda a estrutura está presa a ela. Além disso, como a máquina perfura todas as camadas, pode ser preciso trocar a palmilha e outros componentes internos. Muitas vezes os reparadores não tem acesso a componentes com a mesma qualidade que os fabricantes, e por isso o sapato pode voltar pior do que era. No Brasil quase todo sapateiro de esquina faz esse serviço. Alguns vão só colar e pular a costura blaqueada, mas todos podem trocar a sua sola sem problemas.

Abaixo, a troca da sola de um sapato blaqueado. Notem que apesar de fácil, ele precisa praticamente desmontar todo o sapato:

Qual é melhor?

Existem excelentes sapatos feitos das duas maneiras, mas como o blaqueamento é a fabricação mais simples e preferida de quem quer cortar custos, mas ainda ter algum tipo de costura, ele acaba ficando com um estigma negativo. É claro que um sapato blaqueado feito com bom couro e bons componentes também é um excelente sapato, mas em termos de durabilidade, nunca será tão durável quanto um “goodyear welted” feito com a mesma matéria prima. Como a construção goodyear é mais cara e complicada, não faz sentido para uma marca utilizá-la para finalizar um sapato feito com papelão. Por isso, costuma ser usada apenas em sapatos e botas mais nobres, feitas com componentes superiores à média.

Detalhe da sola de um sapato goodyear welted

Em cima esquerda: Sola blaqueada. A costura é mais interna, para passar por dentro do sapato. Em cima direita: Sola Goodyear Welted, a costura é mais próxima da borda, pois ela prende a sola e a vira. Em baixo esquerda: Duas solas Goodyear Welted, uma delas com a costura escondida. O mesmo pode ser feito em um sapato blaqueado. Em baixo na direita: Bota Goodyear Welted com solado de borracha militar.

 

 

Como são feitos os sapatos masculinos no Brasil?

Nunca vi um sapato goodyear welted feito no Brasil, mas já vi algumas botas country atuais e botas mais antigas da década de 90. Já ouvi falar de palmilhados manuais, mas nunca vi pessoalmente. É difícil até mesmo encontrar importados por aqui, pois os italianos constituem a grande maioria das importações nas lojas caras, e eles costumam blaquear. Isto dificulta a troca da sola para quem comprou um sapato goodyear lá fora, o que é uma pena. Os palmilhados, sejam eles goodyear, à mão ou alguma outra variação, não são tão comuns nem lá fora. Relativamente, são poucas as fábricas trabalhando assim.

Eu até comecei a reparar em algumas viras nas vitrines, agora que botas e sapatos inglêses estão em evidência, e pensei que alguém estava fabricando com este método. Cheguei a conversar por telefone com algumas das melhores fábricas de calçados nacionais, tentando descobrir, e todas disseram que não posuem o maquinário em atividade e nem mesmo a mão de obra necessária. Me explicaram que são viras falsas, pré montadas, e os sapatos são blaqueados, ou apenas colados.

Os manuais de anatomia de sapatos que circulam por muitos blogs brasucas chamam a vira de peça decorativa, talvez por desconhecerem a sua função prática, mas é verdade… Quando é falsa ela não serve nenhuma função estrutural e realmente é decorativa. Ela geralmente é feita de recouro ou plástico, materiais mais baratos do que o couro. Não estou dizendo que as viras falsas são vilãs. Elas servem para completar o visual da bota ou sapato, um bom truque, que permite que o consumidor adquira um estilo por um preço dentro de sua realidade.

Pelo que consegui apurar, os principais motivos porque maioria dos calçados brasileiros serem apenas colados, poucos blaqueados, e quase nenhum (quase zero) palmilhados são:

– Falta de maquinário.

– Falta de mão de obra com conhecimento para produzir esse tipo de produto.

– Falta de material para montar o sapato.

– Custos.

– Não existe mercado. Teóricamente o cliente não está disposto a pagar.

Sapato Pacco

Sapato blaqueado da Pacco. A parte de cima da sola tem ondulações, mas nada de uma vira robusta ou pontos falsos.

Este vídeo da linha Premium da Richards mostra o processo deles, que é blaqueado com uma sola que já tem uma vira pré montada, incluindo os pontos de costura (falsos):

[vimeo 30509249 w=500 h=341]

Exemplos de viras falsas:

4067501932

Sapatos e bota da Richards

Assim como estas na bota da sapataria Cometa:

Bota Brogue Cometa

Bota Brogue Cometa

…Que simula o solado de uma bota como esta da Trickers e da Alden, realmente “goodyear welted”, por exemplo:

Bota Brogue Trickers

Trickers

Bota Brogue Alden

Alden

 Como saber qual a construção de um sapato?

Se o fabricante quiser enganar o cliente, ele consegue. Pode ser impossível saber como um sapato é feito sem remover tudo e ir direto a sola, da mesma forma que é impossível saber se um carro tem motor de 3.800cc só de olhar para ele. Mais difícil ainda, é quando o sapato não chega nem a ser blaqueado, apenas colado e recebe uma vira falsa. É aí que se separam os honestos dos safados.

A melhor forma de saber é perguntando, ou verificando a tradição do fabricante. Felizmente ninguém chama os seus sapatos de goodyear welted quando eles não são (até onde sei), e quem curte botas e sapato de verdade vai saber o que é um palmilhado/goodyear, e aposto que irá se lamentar de não conseguir vender sapatos assim.

Apenas para a curiosidade de quem quiser tentar reparar eu vou listar alguns sinais mais óbvios:

– Um sapato goodyear welted tem uma vira (as melhores, de couro). No entanto, já vimos que isto pode ser simulado colando uma tira de couro ou plástico. Lembre-se portanto uma sola com vira falsa não deveria ser considerada um fator de qualidade. Ela pode até gerar mais custos, já que é algo extra (principalmente se for de couro), mas não interfere na durabilidade. Se ela for falsa, é apenas uma questão estética.

– Verificar a parte de dentro do sapato. Quem faz o sapato goodyear usa palmilhas de montagem de couro bem grossas, e contam com a estrutura toda do calçado para dar suporte ao pé. Por isso não custumam colar forros extras. Colocam no máximo um revestimento no calcanhar da palmilha (meia palmilha). Eles também tem orgulho e querem que você veja como o sapato é, por isso quase todos carimbam o Goodyear Welted em algum lugar.

palmilha de couro em sapatos goodyear welted

Interior de um sapato goodyear welted. Forro de couro no calcanhar e a palmilha de montagem de couro vegetal sem nenhuma costura, conforme diagrâma no início do post.

– É possível ver a costura por dentro de sapatos blaqueados. No entanto, quem blaqueia o sapato costuma forrar a palmilha e colocar acolchoamento extra para compensar a estrutura mais simples e também para evitar que os pontos incomodem o pé. O forro é colado, mas tem horas que dá para arredar um pouquinho e ver a costura quando ela é feita bem próxima da borda.

sapato blaqueado vista interna

O blaqueado fura de fora a dentro, reforçando a cola. Esta palmilha é fina, com uma camada de espuma por baixo.

– A costura na parte de baixo da sola dos sapatos blaqueados geralmente é mais espaçada, com menos pontos por distância (uma das fotos acima mostra as solas), mas isso não é certeza. Ela também fica mais para dentro da sola. Usando a lógica, dá pra perceber onde o ponto vai acabar e notar que ele não está conectado à vira, por exemplo. O ponto da construção goodyear, ou qualquer palmilhada, fica bem abaixo dos pontos que passam pela vira.

– A internet facilita muito porque os fabricantes costumam listar os seus métodos nos sites. Quando uma multimarca não tem basta, consultar o site da marca que fabricou. Pode não ter nada escrito se ele for blaqueado, mas quando é Goodyear Welted ninguém costuma deixar passar batido! Até mesmo a Asos faz questão de incluir este detalhe:

1

Goodyear Welted, em destaque no sapato da Grenson

2

No sapato Paul Smith apenas “quality construction” bem genérico, sem especificar. Como ele não tem uma vira é óbvio que não é Goodyear.

E este? Ele não fala nada mas tem uma vira. Já pode gerar dúvidas. Se o preço fosse um pouquinho mais barato do que um modeo melhor, o cliente poderia achar que eram feitos da mesma maneira.

E este? Ele não fala nada mas tem uma vira. Aí entra o preço, que é muito barato em relação ao outro.

Conclusão

Um sapato feito de uma forma não é necessáriamente melhor do que o feito de outra. Isso também vale para a comparação entre sapatos feitos à mão e sapatos feitos com máquinas. Existem diversos níveis de qualidade dentro da cada construção. As pessoas envolvidas no processo tem habilidades diferentes, e os fabricantes tem acesso à matéria prima de níveis diferentes.

É muito improvável, mas um sapato colado feito com o que há de melhor, pode até ser melhor do que um sapto goodyear feito com coisas ruins.  Estruturalmente, uma técnica é mais robusta do que a outra, mas qualquer uma será tão boa quanto os materiais utilizados. Faz menos sentido usar uma construção complexa para finalizar um sapato ou bota depois de ter economizado no resto da fabricação, então normalmente quando mais complexa a construção, melhor o material, para justificar o esforço.

O tipo de construção ideal também depende do tipo do sapato. Um mocassin de sola fina e flexível leva vantagem com uma construção blaqueada, enquanto uma bota para surrar no dia a dia leva vantagem com a maior durabilidade e impermeabilidade da construção goodyear. Uma pessoa pode preferir abrir mão de um pouco da durabilidade para ter um sapato social mais leve, feito com couro de primeira, e uma excelente construção blaqueada. Mas, igualando todos os fatores, e falando de apoio, resistência, durabilidade, suporte, e na força da construção, a goodyear é sem sombra de dúvidas, a superior entre as descritas neste post.

Huberds Shoe Oil

Lucas Azevedo
Escrito por Lucas Azevedo