Braga Leather – Acessórios Masculinos 100% Feitos a Mão

oficina braga leather
Powered by Rock Convert

Como vocês sabem, prezo muito o trabalho simples com acabamento primoroso. Eu acredito na valorização do trabalho manual, que hoje em dia está quase perdido. Envolve paciência, disciplina, aprendizado e dedicação a melhoria. É com muita felicidade que apresento a Braga Leather, novo projeto do amigo Allison Braga

É um prazer ajudar o Allison nesse novo caminho que ele começou. Já tinha falado dele aqui no blog e tem também o trabalho de cutelaria que não preciso nem falar nada. Ele vinha trabalhado nos bastidores aperfeiçoando o trabalho e sonhando com a própria marca. Agora com a Braga Leather vai estar mais próximo de quem busca um produto com resistência e estilo. 

Cinto costurado a mão da Braga Leather

Todos os produtos são projetados cuidadosamente e trabalhados à mão na oficina em Macacos. A costura também é feia manualmente. Sem máquinas, só paciência. Na loja online você já encontra cintos, carteiras e chaveiros. Acessórios úteis que te acompanham por todos os lugares.

Cada item que sai da oficina do Braga é construído com muita atenção aos detalhes e feito com materiais de qualidade. Isso é para garantir um belo envelhecimento do couro durante muitos anos de uso rigoroso.

Eu nem preciso dizer como gosto de couro. É um material especial cheio de variações que levam a resultados diferentes. Algumas mudanças você só vai notar quando a peça já estiver bem usada. O couro tem essa característica incrível, de mudar para melhor depois um tempo com a gente. O Allison faz peças para fazer parte dessa nossa historia ao longo dos anos.

Allison Braga - Braga Leather

 

 

Como você começou a trabalhar com artesanato?

Até os meus 20 anos, eu nunca tinha mexido com isso. Aí me casei e comecei a fazer trabalhos manuais. Eu comecei com sandálias de couro, depois de fazer um curso de modelagem de sapatos no Senac. Depois comecei a adquirir habilidade manual e a fazer cintos. Desde criança me interesso por cutelaria, então comecei a pesquisar tudo a respeito. Troquei uma lixadeira por uma faca do famoso cuteleiro Roberto Gaeta e comecei a lixar uma barra de aço; fui fazendo, errando, refazendo, lendo e aprendendo até pegar o jeito.  Aproveitei para aplicar a prática do trabalho com couro e passei a fazer bainhas. Sou totalmente autodidata, e gosto de descobrir e experimentar. Hoje tenho a felicidade de poder me dedicar a isso em tempo integral.

Está colhendo os frutos de muito trabalho. Qual a sua filosofia no trabalho? Seja cutelaria ou couro?

Prezo a arte simples com acabamento primoroso. Eu acredito na valorização do trabalho manual, que hoje em dia está quase perdido. O resgate do que a humanidade está perdendo, como o valor da arte feita com as mãos, que requer paciência, treino, aprendizado e da dedicação à melhoria.

E qual sua parte favorita na cutelaria, ou no processo artesanal em geral? Qual parte você acha mais desafiadora?

Gosto da fase do acabamento. Sou muito perfeccionista, e prezo sempre um acabamento primoroso, independente do produto. É também a etapa mais desafiadora porque ela vai além da habilidade, que ganha-se com a prática. Com o tempo as mãos aprendem o caminho, mas é é preciso ter muito comprometimento para caprichar na etapa final, ainda mais quando é um detalhe que muitas vezes vai passar desapercebido. Muitas vezes, a diferença entre um produto e outro, está na quantidade de tempo e atenção que alguém está disposto a dedicar ao acabamento.

E o que torna o seu produto especial?

A singularidade de cada peça. As vezes o cliente me pede uma faca igual a que viu no site, por exemplo, mas já aviso que é impossível fazer uma peça ficar exatamente igual a outra. A madeira é natural, e cada uma tem em sua composição e tons diferentes. Além disso, existem fatores como a umidade, que influencia no resultado final. E isso vai de encontro às pessoas que prezam singularidade e a capacidade do artesão de extrair beleza da matéria prima e das condições ao seu redor. Como eu estou faço todas as etapas do processo, também tenho um controle bem maior e consigo identificar cada dealhe. Quando eu termino, parece até que não fui eu que fiz. As facas muitas vezes são feitas com ferro velho, madeira de demolição… Quando ela fica pronta e sai do meu simples ateliê. Vejo a transformação de algo em outra coisa até então completamente inexistente. Cria-se arte, utensílios, ferramentas…

Cinto preto Braga Leather

Cinto Marrom Braga Leather

E os cintos de couro. Porque você começou com eles? 

O couro é especial. É relativamente simples de começar e fazer um produto “usável”. O couro tem tantas variações. As peles passam por processos de curtimento diferentes, recebem acabamentos diferentes, e cada um deles leva a um resultado diferente na peça final.  O cinto é um acessório útil, que tem uma função relevante. Quem tem um bom cinto não precisa de vários, e ele passa a te acompanhar por todos os lugares. O couro tem a característica de mudar com o uso, e para melhor. Com o tempo começa a mostrar os sinais, que são únicos, porque depende de quem usou. E compro os couros do cinto em um curtume de primeira, é uma sola cilindrada, homogênea, que proporciona um acabamento perfeito. Boa demais de trabalhar. Ele é esculpido no processo “leather carving”, eu molho o couro e vou fazendo o trabalho manual. O resultado é um cinto todo cilindrado, com espessura homogênea, resistência perfeita e acabamento perfeito, nível de exportação. Falo isso porque praticamente todo o couro bom do país, vai para fora.

Quem são os seus clientes? 

Tenho clientes de faca tanto no Brasil, quanto no exterior. Eles valorizam o acabamento primoroso e apreciam a cutelaria customizada. Eu comecei com uma faca de teste, que um amigo comprou e tudo aconteceu no boca a boca. É interessante, porque eu comecei a divulgar o meu trabalho através do meu site, que na verdade era um simples blog. A resposta foi muito boa e comecei a vender todas as facas que colocava lá. Hoje, eu trabalho sob encomenda. As vezes o cliente quer algo específico, e discutimos os detalhes juntos. Cada faca demora certa de 4 a 5 dias para ficar pronta. O meu objetivo é atingir o público colecionador, o que já estou conseguindo aos poucos.

 

Carteira Slim Braga Leather

Cinto marrom Braga Leather

Long Wallets Braga Leather

A minha favorita é a Long Wallet. Já escrevi aqui sobre os Mexican Biker Rings e essas carteiras bebem da mesma fonte. Quando toda atividade comercial funcionava na base do dinheiro vivo as pessoas usavam carteiras maiores.

Os motociclistas e caminhoneiros usavam correntes para manter essas carteiras bem seguras no bolso de trás da calça. Sabe como é, pra não ter perigo de deixar tudo pra trás na estrada ou de voar durante um quebra pau.

Na década de 1980 várias marcas japonesas (a primeira foi a Redmoon) começaram a produzir essas carteiras. Quem comprava era o nicho de motociclistas entusiasmados com o vintage e o estilo oldschool. O pessoal usa junto com bota Red Wing, Engineer Boots, Levi’s 501XX, etc.

Essas reproduções tem muitos detalhes e excelente qualidade, mas o custo para o consumidor final é altíssimo. Hoje, você não encontra uma boa Long Wallet com pegada retrô no mercado por menos de $ 300. É bom ter uma nova opção 100% feita à mão, aqui no Brasil.

Carteira Long Wallet com corrente Braga Leather

Carteira Long Wallet com corrente Braga Leather

Carteira Long Wallet com corrente Braga Leather

“Dificilmente existirá alguma coisa neste mundo que alguém não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato. E as pessoas que consideram somente o preço, serão suas merecidas vítimas”.

O mundo está cheio de pessoas procurando a solução mais barata. É um orgulho ver as pessoas indo contra a maré para apresentar as coisas feitas da melhor maneira possível. Como gosto de falar, essa é uma das verdadeiras vantagens do produto feito à mão.

Se curtiu, compartilhe o trabalho para colaborar, e adquira um produto feito com o coração!

banner-loja-geralPowered by Rock Convert
Powered by Rock Convert
Lucas Azevedo
Escrito por Lucas Azevedo
Apaixonado por experiência do cliente, varejo e produtos. Criei o Só Queria Ter Um para compartilhar minhas experiências com botas, raw denim e vintage!