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Qual a Diferença Entre Um Sapato Bom e Um Sapato Ruim?

 

Você sabia que no mercado Brasileiro existem sapatos feitos nas mesmas fábricas, com os mesmos materiais, vendidos por preços diferentes? Pois é, sem entender o que está por trás de um bom sapato masculino não tem como fazer uma compra bem informada.

O mercado está totalmente condicionado ao reconhecimento de marcas, que conseguem praticar preços altos sem justificativa. Ninguém é obrigado a comprar o mais caro, ou o mais durável. É difícil dizer o que é o melhor para cada um. Também não é errado pagar mais pela segurança de uma boa marca, desde que você entenda como é feito um sapato.

Porque Um Sapato Bom Vale a Pena

Tem uma peça no armário masculino que é difícil pechinchar: o sapato. 

1. Você recebe o que paga

Da pra comprar um terno duvidoso e pedir para um alfaiate ajudar. Dá pra vestir uma camisa com caimento ruim e deixar ela escondida em baixo de uma jaqueta. Acessórios podem compor o visual, mesmo sendo baratos. Calçar sapatos ruins é mais complicado. Fora o desconforto, o material fica horrível com poucos dias de uso.

Se você tiver como caprichar em uma peça, capriche no calçado porque o resto você ajusta. Nada de procurar pelo menor preço sem pensar em mais nada. Calcule seu orçamento e não economize na hora de escolher. Afinal, eles nos carregam o dia todo.

2. Um bom sapato dura mais

De modo geral, revezar alguns bom sapatos durante vários anos é mais barato que comprar um sapato barato por ano. O investimento inicial é mais alto; cada um precisa considerar os seus limites, mas a compra bem informada traz mais retorno.

Se você só usa sapatos em raras ocasiões especiais, compre um bom par e talvez nunca mais precise comprar outro. Se você usa sapatos com mais frequência, compre dois excelentes pares e provavelmente não vai precisar voltar na loja por um bom tempo.

3. Um bom sapato não sai de moda

Alem disso, sapatos de melhor qualidade costumam ser modelos clássicos menos vulneráveis as marés da moda. A sua forma, cores, e estilo também duram muitos anos. Sapatos mais baratos são geralmente feitos para o momento do mercado. Buscam capitalizar em cima de alguma tendência, para logo lançar outra. Se tornam irrelevantes rapidamente.

Se você tem que usar sapatos o dia todo e pode pagar o investimento necessário para se ter um par de sapatos bom, ancore-se firmemente ao chão com um par digno de te carregar.

Porque Alguns Sapatos São Mais Caros

Na minha opinião existem três tipos de sapatos com preço alto.

1.  O sapato medíocre com nome de marca famosa.

A maior parte do custo de fabricação de um sapato é a matéria prima, e isso envolve um monte de coisa que fica escondida. Esse aqui economiza no mais caro para ganhar em cima do nome. Podem até ser confortáveis no início, mas duram pouco e ficam mais feios com o tempo.

2. O sapato caro porque tem um design diferenciado.

Aqui paga-se pela pela visão criativa e pela chance de ter um produto único.

Esse sapato geralmente tem produção terceirizada e pode sim ser muito bem feito ou não. A Margiela e Saint Laurent, por exemplo, tem qualidade de fabricação bem abaixo do preço de venda. Outros, como o estilista Junya Watanabe, costumam fazer parcerias com excelentes sapatarias.

Em ambos os casos, o preço costuma ser mais alto do que um sapato tradicional do mesmo nível, levando em consideração que a quantidade na fábrica é limitada, e o design é totalmente diferenciado (para o bem ou para o mal).

Sapato Junya Watanabe feito pela Trickers. Design inusitado e construção inglesa.

3. Sapato clássico com  fabricação de primeira

Essas marca não costumam ter muito investimento em marketing mas capricham nos materiais e no processo. Geralmente a produção não é terceirizada, são feitos por fábricas que vendem diretamente para os consumidores. Ao contrário de sapatos mal feitos, eles são bem bonitos quando novos e vão ficar ainda melhores e confortáveis depois de amaciados. É o sapato de quem busca um produto efêmero!

Quais Os Principais Detalhes Na Qualidade de Um Sapato

Excluindo o impacto da exclusividade e da criatividade do design, a qualidade de um sapato será determinada pelo tipo de material usado e como foi o processo de fabricação. Abaixo, eu vou listar alguns dos principais fatores para comprar um sapato de qualidade.

Todo Sapato Começa Com Uma Forma

A forma representa o pé da pessoa e o formato do sapato. É o bloco de construção que diz se aquela bota ou aquele sapato vai calçar bem nos seus pés, e que indica o estilo, para qual situação ele é mais indicado.

Uma forma bem encaixada é conforto certo. Nenhuma palmilha compensa um sapato que não serve bem. Um bom calce é o primeiro passo para o conforto, e muito mais importante do que uma boa marca.

Algumas medidas são muito importantes para o apoio do pé, e isso vai ser refletido no conforto. Depois eu vou escrever mais sobre isso, mas pra citar um: O calcanhar. Um calcanhar bem esculpido segura o pé no lugar e pressiona o encaixe na parte da frente.

A Boa Forma é Bonita e Confortável

Uma boa forma consegue conciliar a forma e a função. Afinal, um sapato de qualidade, também precisa ser bonito. O estilo do sapato nasce aqui. De modo geral as formas mais largas, de bico mais alto, são mais casuais. As mais alongadas, com bico mais baixo, são formais.

Na minha opinião, as formas mais bonitas não tem ângulos agudos, e sim linhas curvas e suaves. Entenda um pouco mais sobre os estilos de sapatos com cadarço e sem cadarço, e fique ligado para um post sobre o impacto do formato no estilo do sapato.

formas de um sapato alden

Cada sapato é diferente. Alguns moldes servem um tipo de pé mas não servem outros. Os sapatos vendidos nas lojas utilizam formas que incorporam certos pontos estéticos e as medidas consideradas mais comuns. O objetivo é servir no maior número possível de pés. O sapato pode ser excelente, tudo de bom, mas se não cabe no seu pé, não é um bom sapato para você.

Fazer uma forma exclusiva é o início de um sapato sob medida. Os sapatos feitos sob medidas partem de uma forma esculpida especialmente para o cliente. O sapateiro que esculpe uma forma individual pode levar em conta todas as considerações sobre estilo, ajustes especiais, altura do calcanhar, curvatura do pé, largura e tamanho do pé, forma do dedo, e utilizar essas informações para montar um sapato bonito e confortável.

O Couro do Cabedal

Cabedal é o nome da parte de cima do sapato. Ser feito de couro não significa que ele é bom. Como qualquer outro material, existem couros em diferentes níveis de qualidades disponíveis no mercado. Algumas variáveis são a espessura, elasticidade, a resistência, e até mesmo o tipo de tingimento. 

Identificar a qualidade do couro do sapato é um pouco complicado porque só o tempo dirá. Você precisa analisar as marcas (lembrando que o couro é um material natural, por isso existem variações), sentir a consistência, reparar na espessura e firmeza, mas mesmo assim é difícil. Muitas vezes é mesmo no toque… no que a sua mão sente ao manusear o produto.

A pele animal tem as suas imperfeições, marcas e cicatrizes que as vezes prejudicam o aproveitamento. As melhores peles, de classificação mais alta, não tem esse tipo de problema. Tem sapatos com uma camada sintética por cima do couro para esconder as imperfeições. Pode até ser bonito novo mas pode ter certeza que vão rachar e descascar.

Outro problema, que também tem a ver com o aproveitamento, pegar peças da pele com propriedades ruins (a barriga, é mais elástica do que as costas, por exemplo) e usar no sapato. O couro fica todo marcado onde a seção usada é menos nobre.

Abaixo, comparação entre dois sapatos (meus) usados. O de cima, tem couro excelente. O de baixo, couro péssimo:

4 anos de uso

1 ano de uso

Sapatos muito baratos usam couro mais barato, que se desgasta mais rapidamente e tendem a rachar com o tempo. Sapatos melhores, são feitos de couro mais caro e melhor (ou assim deveria ser). Estes por sua vez, vão ficar mais bonito com o tempo, vão durar anos, ou quando bem cuidados, décadas.  Além da durabilidade, o couro bom vai se ajustar ao pé sem esticar demais ou ficar quebradiço. Muito importante para quem quer um sapato confortável e durável.

O Forro do Sapato

O acabamento interno também irão influenciar no conforto. Um acabamento bom na parte interna facilitará a respiração e absorção de umidade. Tudo isso é muito importante para quem fica com um sapato no pé por um longo período de tempo.

O forro não precisa ser necessariamente de couro, ou mesmo existir. Algumas botas são feitas com couro muito espesso que já tem firmeza sem o forro. Dispensam uma camada extra. Outro material bastante utilizado, inclusive por fábricas inglesas, é a lona de linho. Não é um tecido fino. É uma lona espessa, respirável, e bastante durável.

Evite forros sintéticos, que racham, e evite tecidos muitos finos, que rasgam.

Por Trás da Cortina

Algo um pouco mais objetivo: o nível de um calçado depende de cada pequeno componente utilizado na montagem, e são muitos.

– Vamos começar pelos ilhoses.

De que são feitos? São fortes, ou são ganchos fracos que você entorta com a mão? Estão bem encaixados, ou arranham por dentro. E o alinhamento? Estão todos na mesma linha e com o mesmo espaçamento? Pode parecer bobagem, mas… tempo é dinheiro, e prestar atenção nessas coisas pequenas consome tempo na linha de produção.

– Em seguida, tem a biqueira e o calcanhar do sapato.

A couraça e o contraforte, aplicados o bico e no calcanhar para dar forma e suporte. Um material excelente é, novamente, o couro. Ele é firme e resiste ao tempo. Existem excelentes resinas, mas outras péssimas também. Quando a couraça e o contraforte são ruins eles literalmente desintegram e sapato fica mole no bico, e pior ainda, no calcanhar, deixando o seu pé sem firmeza.

– Depois tem a palmilha de conforto, aquela removível.

Alguns sapatos e botas nem tem esse elemento, por causa da construção (vou falar em seguida). Mas se eles tem, de que é feita? De que é forrada? As palmilhas forradas de couro tem um toque agradável e duram. As de couro sintético, ou tecido, costumam rasgar e rachar. Palmilha é … espuma, as melhores, tem vida útil longa, e as piores, viram um zero a esquerda com alguns meses.

– Por baixo dessa palmilha está a palmilha de montagem.

É o esqueleto do sapato. Onde tudo fica apoiado. As palmilhas de montagem de couro são mais rígidas e duráveis. Com o tempo, amaciam e se moldam ao seu pé. Mesmo assim, existe o couro e o “couro”. Existem outros materiais bons mas que não tem a propriedade de se moldar ao seu pé como o couro tem. Entre todas as opções, a pior de todos é o papelão, que é destruído pelo uso. Se a palmilha do sapato for removível, dê uma olhada no que tem em baixo.

– Em baixo dessa palmilha de montagem pode estar uma outra camada escondida.

Uma camada de cortiça, couro, ou até mesmo borracha. Essa camada dá um conforto a mais. Apenas os sapatos com algumas construções (próximo tópico) tem isso. Algumas marcas economizam e colocam materiais sintéticos que, assim como as palmilhas de conforto, tem vida útil mais curta.

– Outro detalhe é a alma, que é colada entre a palmilha de montagem e a sola para dar suporte aos pés.

É uma tira, que fica bem no meio do sapato, e pode ser de metal, madeira, fibra de vidro, etc. As melhores são as de aço inoxidável (bom) e de madeira (boa). A alma tem algumas desvantagens que são o peso extra e a perda de flexibilidade. Um mocassim, por exemplo, não precisa de uma rígida, ou sequer de uma, porque você quer um sapato leve e maleável.

Cortiça e alma de aço

E por aí vai… a sola, a vira, a linha da costura, os pregos… cada componente do sapato é uma variável. Na maioria das vezes a diferença está dentro, e não fora!

A Sola

Em baixo de isso tudo vem a sola, o contato com o chão. Aqui é simples… independente do material, as solas melhores tem vantagens. A vantagem pode ser maior resistência a abrasão, flexibilidade, maciez, aderência… a qualidade nesse caso é bem subjetiva. O importante, na minha opinião, é entender aonde você vai usar o sapato e tentar equilibrar pelo menos dois pontos.

Um bom sapato com sola de couro tem a sola e o salto, também de couro (com uma borracha no final, geralmente). Essa salto é feito com várias camadas de couro, coladas, pregadas, e lixadas. Não é incomum a utilização de blocos de madeira ou fibra disfarçados de couro, no salto. É uma porcaria… muito desconfortáveis. Nas solas de borracha tenha cuidado com as macias demais. As solas de Poliuretano (PU), acabam rapidinho. Na borracha, a regra costuma ser quanto mais macia e porosa, menos resistente a abrasão. A grande exceção é, talvez, o crepe, que é macio e muito difícil de gastar.

No final, quando a sola é boa, não dá para dizer que uma é melhor ou pior do que a outra. O sapato é a sua conexão com a terra. Ele precisa ser adequado ao seu ritmo de vida e ao seu caminho. Leia essa postagem para entender melhor as vantagens e desvantagens de alguns tipos de sola.

A Construção

Outro fator muito importante, mas pouco conhecido: a construção. A construção é como o cabedal do sapato é encaixado na sola.

Os sapatos e botas clássicos feitos em fábricas podem ser divididos em três construções principais: a goodyear welted, a blaqueada e a colada.

Goodyear Welt

sapato construção goodyear

Utilizando a imagem acima como referência, a construção Goodyear é feita da seguinte maneira:

– Primeiro, uma máquina costura a vira (welt) ao cabedal (upper+lining) e palmilha de montagem (insole).

– O espaço criado, pela necessidade da inclusão de um ponto de apoio para a máquina, é preenchido com cortiça ou couro. O couro e a cortiça se moldam ao pé com o uso. A cortiça, tende a esfarelar, o couro, é mais durável, porém mais duro.

– Normalmente, bem onde fica apoiado o pé, entra um pedaço de aço, madeira, ou sintético chamado “alma”, que serve para para dar suporte.

– Em seguida, a sola e a entressola são coladas ao cabedal (mid-sole + outsole) e costuradas à vira por uma segunda máquina.

– Essa segunda costura pode ficar aparente do lado de fora da sola ou pode ficar escondida. Para isso, ela precisa ser feita por debaixo de um corte feito na sola, que depois é fechado. Este é um processo extra que requer um pouco mais de trabalho.

A construção goodyear welted faz um sapato robusto, feito para durar, mais rígido no início, mas extremamente confortável com o tempo.

O goodyear welting também simplifica a troca da sola. Primeiro, quando um bom sapato usa camadas de couro na sola e no salto, ao invés de blocos de recouro ou outro material, o sapateiro pode simplesmente remover a camada desgastada e substituí-la sem precisar refazer todo o componente. Se for preciso trocar a sola inteira, basta descosturar a sola da vira, colocar uma nova, e costurá-la novamente. O bom sapateiro consegue até mesmo usar a máquina para passar a linha pelos mesmos pontos da vira. Tudo sem precisar abrir o sapato.

Reparem novamente no desenho, o cabedal e a estrutura do sapato ficam intactos porque não estão diretamente conectados à sola. Assim, o sapato não sofre nenhuma mudança na estrutura e fica como novo. Mas atenção, no Brasil não é fácil trocar uma sola de um sapato feito desta maneira pois quase nenhum sapateiro tem o maquinário ou conhecimento necessário.

Outra coisa: O fato de não haver nenhuma costura que vai do chão até a parte interna do sapato (reparem novamente no diagrama que nem a primeira e nem a segunda a costura perfuram a parte interior) também deixa a bota ou sapato relativamente impermeável, já que a água do solo não tem por onde entrar. Um sapato blaqueado, por exemplo, tem uma costura que abre um canal que vai da sola até a palmilha, por onde a água pode passar.

Se quiser saber mais sobre essa construção clique para acessar o guia sobre construção goodyear.

A seguir, um pouco sobre sapatos blaqueados.

Blaqueado

construção blaqueada

Blaquear é outro método popular com uma costura na sola. Essa construção é feita por uma máquina inventada um pouco antes da Goodyear Machine, pelo também americano Lyman Reed Blake. Ela é considerada a primeira máquina a automatizar a produção de sapatos. Até então, todos os sapatos eram feitos manualmente, quase sempre sob medida. Essa mudança ocorreu por volta de 1850.

O blaqueamento consiste em uma única costura que vai desde o lado de fora da sola até dentro do sapato, perfurando todas as camadas até chegar na palmilha de montagem:

sapato-blaqueado

O sapato blaqueado é menos resistente e durável do que um sapato goodyear, mas tem suas vantagens. Como tem menos componentes, ele é mais leve, mais flexível, e demora menos tempo para ser amaciado. Por não ter a vira, ele pode ter a sola cortada bem mais fina e próxima ao sapato na lateral (apesar sapateiros mestres também serem capazes de cortar a vira bem próxima ao cabedal em um sapato goodyear ou palmilhado). Eles são mais baratos de se produzir, já que usam menos material e passam por menos etapas na linha de fabricação.

Colada

A construção adesiva é simples. Ela une a sola ao cabedal só com cola e muitas vezes é sinônimo de sapatos não duráveis, com pouco suporte e estrutura fraca. Quando a fábrica economiza em um aspecto, ela geralmente economiza  nos outros. Ou seja, se decidiu economizar na construção, então provavelmente também economizou nos componentes.

Não quer dizer que a sola vai soltar, pois existem colas muito fortes e confiáveis, mas a durabilidade não se compara. Existem vantagens, porque custo é menor… Por mais que a gente queira o melhor, precisamos adequar o consumo ao nosso bolso.

Ah, alguns produtos também precisam ser feitos sem costura por questões tecnológicas e de propósito, como as botas de aventuras.

Para mais detalhes sobre a construção de um sapato você pode ler o post sobre Construção Goodyear e o post sobre outras construções incomuns.

Conclusão

Espero que com essas informações você consiga começar a entender porque alguns sapatos são mais caros do que outros, e quais merecem o preço que tem. No final, são três os principais fatores que afetam o preço de um sapato:

O primeiro são os materiais utilizados. O principal custo está aqui. Os melhores sapatos são feitos com os melhores materiais. Isso inclui tanto o que você vê na superfície quanto o que está escondido por trás das camadas de couro. A boa matéria prima assegura conforto e longevidade para o seu calçado.

O segundo fator é como o sapato é feito. Existem várias maneiras de montar um sapato, e elas são chamadas de construção. Cada construção tem a sua vantagem e a sua desvantagem. As mais robustas, demoram um pouco para amaciar, mas tem durabilidade altíssima e um conforto a longo prazo. As mais simples, são mais flexíveis, e podem até ser mais macias no início. É difícil dizer qual é a melhor construção, pois cada sapato tem um objetivo, mas no geral, quanto mais complexa, mais cara ela é.

O terceiro fator é o design do sapato. Quanto mais específico for o sapato que você quer, mais caro ele provavelmente será. O design envolve não apenas os detalhes no cabedal, mas também o formato do sapato… o bico, as curvas, a largura, cada ângulo e o seu resultado estético e estrutural, pois um sapato com a forma perfeita para o seu pé irá garantir mais conforto. Quanto mais genérica a forma, mais pés ela calça, e mais barata ela é, pois várias marcas dividem a mesma ideia. Quanto mais específica, mais cara será, pois os poucos clientes que a utilizam precisam justificar a sua produção. Fora essa parte técnica, tem o design criativo e conceitual, valioso e único, e essa visão fora da curva tem um preço.

Procure equilibrar estes três fatores. Encontrar o sapato com o estilo e design que atende o seu propósito e calça bem o seu pé. Materiais de um nível legal, para justificar o investimento. Ou, materiais baratos, desde que você não pague muito. O importante é fazer uma compra bem informada! Assim, exigindo, motivamos os fabricantes e colaboramos para a melhoria do produto.

Abs!

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3 Comentários

  • Responder
    André Franco
    20/01/2016 at 12:16

    Prezado Lucas,

    Inicialmente, parabéns pelo blog. Não entendo muito de sapatos, mas gostei de várias seus artigos.
    Em relação ao que você sugeriu no texto acima, gostaria de lhe pedir uma gentileza. Você sabe informar onde encontrar, no Rio de Janeiro, sapatos “fabricados em linhas de produção menores ou especializadas, com técnicas de construção superiores e feito de matéria prima superior”?

    Desde já agradeço pela atenção,

    André Franco

  • Responder
    André Franco
    20/01/2016 at 12:17

    Só esqueci de um detalhe: a pergunta se refere a sapatos para ambiente formal de trabalho/escritório.

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